sábado, 21 de junho de 2008

O Pescador

The Fisherman

Cada um com o seu mais nobre.
Pegou o seu ubá e foi divagar
No agreste nordeste no rio de mar do Ceará.

"Herói ímpio, inveja hoje em dia
Sobremaneira, quem diria?"

Esfrega as folhagens na mão
E com o charuto no canto da boca
Tem uma premonição.

Prepara o ungüento:
Hortelã,
Espada de são vicente,
Arnica do mato.

Olha o espelho das águas
E no sopro do vento
Vê um alquimista,
Um semi-deus
Num profundo sono,
Num corpo tranqüilo.

Cautelosamente,
Quem quer dizer que sabe?
Nem ele sabe!

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